Parece que os casos de fraude estão a ser descobertos. Finalmente alguém se mexe...
Aqui fica parte da notícia publicada hoje no jornal o Público.
"Depois de Bragança e de Leiria, chegam queixas de Chaves, Portalegre e Santarém. Educadores de infância e professores que denunciam outros que terão apresentado atestados médicos falsos para conseguir destacamento por condições específicas, ou seja, mudar para outra escola alegando motivos de saúde. Os professores exigem que o Ministério da Educação (ME) investigue.
Só em Chaves, cerca de 500 dos 679 professores que integram o quadro de zona pedagógica - que estão afectos àquela região do país mas ainda não estão colocados numa escola - terão apresentado atestados e pedido para concorrer a destacamento por condições específicas.
Ontem, 70 docentes manifestaram-se para exigir da tutela uma "fiscalização rigorosa" a esses pedidos. Um dos manifestantes, disse, à Lusa, que 80 por cento dos professores pediram destacamento. Para que esta "injustiça" seja reparada os professores estão a subscrever um abaixo-assinado que vai ser enviado à ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra.
Em Portalegre, também passa um abaixo-assinado escrito por um grupo de docentes, que ontem enviou uma carta à ministra, com conhecimento da Inspecção-Geral da Educação (IGE), pedindo para que seja feito um "maior controlo" às colocações por destacamento. A carta denuncia que essa figura foi "abusivamente utilizada" por candidatos que se "aproveitaram" das novas regras do concurso.
A lei prevê que os docentes possam recorrer a este tipo de destacamento por serem portadores de doenças incapacitantes que exijam tratamento ou apoio específico ou que tenham a seu cargo cônjuge, ascendente ou descendente portador de doença. Mas em Portalegre, houve quem tivesse apresentado as seguintes situações: apoio a filhos com rinites alérgicas, com alergia à proteína do leite ou com ascendentes que residem em lares.
Em Santarém, um grupo de 20 educadores de infância queixa-se do mesmo e afirma que os profissionais alegam doenças que não estão sequer previstas pela lei.
Na madrugada de terça-feira quando foi divulgada, por 40 minutos, a última lista conhecida, muitos candidatos verificaram que quem alegadamente cometera fraude estava colocado.
Este ano, pela primeira vez, quem concorre a destacamentos por doença tem prioridade em relação aos professores que pedem outros destacamentos - o que pode significar que um professor com 25 anos de serviço pode ser ultrapassado por outro que tenha acabado de se vincular." resto da notícia em publico.pt


Eu sei. Sou de Santarém (uma das zonas visadas) e também não me agradou a notícia. mas infelizmente leccionei em Santarém e vi muita coisa de colegas da zona que não me agradou.
Posted by: Driller | quinta-feira, 23 setembro 2004 at 18:27
Pois, mas o que não informaram foi do facto dos docentes que pediram as CE serem do litoral. É uma pena que manchem o bom nome dos docentes, especialmente os do interior. A verdadeira culpa não é dos «trafulhas« mas do modo como o concurso está organizado, permitindo fraudes e ignnorando quem relmente precisa.
Posted by: Joana | quinta-feira, 23 setembro 2004 at 18:09